Gênio Criador Editora

livros para quem quer cuidar da saúde mental

10 livros para quem busca mais saúde mental em 2026

Obras trazem reflexões sobre produtividade, autoestima, desaceleração do tempo e qualidade de vida

Por Danilo Moreira


Cuidar da saúde mental tornou-se uma necessidade urgente em um mundo marcado por excesso de estímulos, pressões constantes e ritmos cada vez mais acelerados.

Neste mês está sendo promovida a campanha nacional Janeiro Branco, dedicada à conscientização sobre saúde mental. A iniciativa foi criada em 2014 pelo psicólogo mineiro Leonardo Abrahão, inspirada por movimentos como o Outubro Rosa. Mais do que um alerta pontual, o movimento propõe um compromisso contínuo com o cuidado emocional ao longo do ano.

Pensando nisso, a Gênio Criador Editora preparou uma seleção com 10 livros essenciais para quem busca saúde mental e bem-estar em 2026. São obras que exploram diferentes temáticas relacionadas, como o cansaço, gestão do tempo e autoestima, que ajudam a oferecer ferramentas práticas e reflexivas para viver com mais consciência, leveza e humanidade.

Apesar da lista de leitura reunir aspectos importantes e reflexões muito férteis sobre o assunto, a Psicóloga e Diretora Editorial da Gênio Criador Editora, Cleusa Sakamoto, faz uma ponderação: “a saúde mental pode ser pensada como um bem próprio, que você constrói ao longo da vida e, portanto, requer dedicar cuidados, fazer escolhas e tomar decisões. Não são atitudes simples, mas podem ser acessíveis a qualquer um que deseje valorizar-se cada dia mais!”

Cleusa complementa com algumas dicas. “Ler e se instruir, buscar autoconhecimento, por exemplo, por meio de atendimento clínico especializado e exercitar a auto percepção são exemplos de atividades que potencializam a saúde mental.”

Veja os livros indicados a seguir:

1. Manual de desinstrução para tempos de incerteza, de Alessandro Marimpietri

Este livro propõe uma reflexão sobre como viver com lucidez em tempos marcados por hiperconexão, ansiedade e excesso de estímulos. Em vez de oferecer fórmulas prontas, Marimpietri convida o leitor a “desinstruir-se”, ou seja, a desaprender certezas rígidas e abrir espaço para silêncio, espanto e ritmo interior mais atento.

A proposta central é acolher as imperfeições humanas e olhar o presente com mais presença e afeto, questionando modelos de produtividade e desempenho que desgastam a saúde mental. Em outras palavras, o livro procura estimular um modo mais compassivo de se relacionar consigo e com o mundo.

A obra costura conceitos de Psicologia, Filosofia, Literatura e experiências pessoais em capítulos que funcionam como cartas ou devaneios meditativos, para ajudar a desacelerar e escutar o tempo interno. A linguagem acessível faz com que este livro seja mais um companheiro de leitura para reflexão do que um guia técnico.

A obra foi publicada pela Vestígio Editora, em 2025.

 

2. Sociedade do cansaço, de Byung-Chul Han

Clássico do filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, analisa como a sociedade contemporânea, marcada pela lógica neoliberal de performance e produtividade, produz um sujeito exaurido e autoexplorador. Segundo Han, mais do que repressão, vivemos um tempo de culto ao desempenho que corrói a saúde mental e gera fadiga profunda.

O autor argumenta que a pressão por auto-otimização e eficiência transforma diferenças e limites humanos em obstáculos a serem superados, gerando ansiedade, depressão e burnout.

O livro funciona como uma lente crítica para entender as causas socioculturais do esgotamento contemporâneo e pode ajudar o leitor a reconhecer padrões que impactam seu bem-estar mental.

Lançado originalmente em 2010, foi publicado pela Editora Vozes, em 2015, com tradução de Enio Paulo Giachini.

3. Exaustos: imaginando saídas para o cansaço, de Lucas Freire

Na obra, o psicólogo e palestrante parte de uma pergunta essencial: e se cansaço não for apenas falta de descanso, mas o sinal de um modo de vida baseado em hiperprodutividade e vigilância emocional? O livro convida a refletir sobre a lógica contemporânea de controle, eficiência e desempenho que nos atravessa.

Em vez de propor técnicas de autocuidado convencionais, Freire sugere reencontrar a leveza por meio de uma prática crítica que reconstrua nossa relação com o tempo e com o descanso.

De modo geral, é uma leitura que mistura crítica social, teoria contemporânea e sensibilidade narrativa para questionar padrões exaustivos de vida.

A obra foi lançada em 2025 pela Buzz Editora.

 

4. Saúde mental e vida religiosa consagrada: reflexões contemporâneas, por Edilamar da Glória Martins e Hilda R. C. Avoglia (orgs.)

A obra propõe uma reflexão profunda sobre a saúde mental no contexto da vida religiosa consagrada, abordando os desafios contemporâneos enfrentados por quem vive a fé em comunidades, missões e papéis de liderança. O livro parte da compreensão de que o cuidado com a saúde emocional é fundamental para a construção de um modo de vida mais saudável, sensível e humano no âmbito religioso.

Organizado a partir das vivências e dos conhecimentos de seus autores e autoras, o livro reúne reflexões teóricas e propostas de boas práticas que estimulam o diálogo, a escuta e a troca de experiências, articulando aspectos psicológicos, espirituais, comunitários e institucionais da vida religiosa.

De modo especial, a obra é direcionada a integrantes da vida religiosa que exercem papéis de liderança, oferecendo subsídios para uma atuação mais consciente, empática e cuidadosa. Ao mesmo tempo, dialoga com pesquisadores, profissionais da saúde, educadores e estudiosos de áreas interdisciplinares.

A obra foi lançada pela Gênio Criador Editora, em 2024.


5. Comunicação regenerativa, de Renato Lisboa

No livro, o neuropsicanalista parte da ideia de que a forma como nos comunicamos influencia profundamente nosso bem-estar emocional e relacional. Ele propõe uma comunicação baseada em escuta empática, autenticidade e presença, capazes de regenerar relações e fortalecer vínculos sociais e afetivos.

A obra é especialmente relevante para quem percebe que as relações humanas, seja com amigos, parceiros ou colegas de trabalho, impactam diretamente a saúde mental. A comunicação regenerativa aparece como prática para criar espaços de diálogo que ajudam no tratamento de feridas emocionais.

Com exemplos e exercícios práticos, o autor convida o leitor a transformar padrões comunicativos desgastantes em modos mais acolhedores e conectados de interagir.

O livro foi publicado pela Editora Lisboa, em 2025.

 

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6. Bem me quero, de Pâmela Magalhães

No livro, a autora e psicóloga Pâmela Magalhães convida o leitor a praticar amor-próprio e cuidado interior. A obra apresenta reflexões e práticas para fortalecer a saúde emocional, especialmente para quem busca meios concretos de aumentar bem-estar mental no dia a dia.

Com linguagem acessível, ela aborda temas como autoestima, limites, autocuidado e como cultivar uma relação mais gentil consigo mesmo.

Ao tratar de autoimagem e autocompaixão, o livro oferece ferramentas para romper ciclos de autocrítica e favorecer uma narrativa interna mais amorosa.

A obra foi lançada pela Editora Matrix, em 2025.

 

7. Não aguento mais não aguentar mais, de Anne Helen Petersen

Neste livro, a jornalista explora o fenômeno do burnout cultural e a sensação de exaustão crônica que muitos vivenciam, com foco especialmente nos Millennials (nascidos entre 1981 e 1996).

A obra combina análise social e narrativa empática para entender as causas que fazem tantos chegarem ao ponto de “não aguentar mais”, e propõe caminhos para reconhecer e enfrentar esse desgaste.

A leitura é um convite à reflexão sobre limites, descanso verdadeiro e renegociação de ritmos pessoais em um mundo cada vez mais acelerado.

No Brasil, a obra chegou em 2021 por meio da HarperCollins, com tradução de Giu Alonso.

 

8. Não quero falar sobre isso, de Terrence Real

No livro, o psicoterapeuta norte-americano investiga a depressão masculina silenciosa e as formas como homens, desde cedo, são ensinados a reprimir emoções, fragilidades e dores psíquicas. A obra parte da constatação de que muitos homens sofrem profundamente, mas não conseguem, ou não se permitem, nomear esse sofrimento.

Ao longo dos capítulos, Real analisa como padrões culturais de masculinidade, baseados em força, autocontrole e negação da vulnerabilidade, contribuem para quadros de isolamento emocional, raiva, abuso de substâncias e dificuldades nos relacionamentos.

Mais do que um diagnóstico, o livro propõe caminhos de reconexão emocional, incentivando a construção de uma masculinidade mais consciente, empática e saudável. É uma leitura essencial não apenas para homens, mas também para parceiros, familiares e profissionais interessados em compreender as raízes emocionais de muitos sofrimentos invisibilizados

No Brasil, foi publicado em 2025 pela Intrínseca, com tradução de Bruno Fiuza e Roberta Clapp.

 

9. A voz na sua cabeça, de Ethan Kross

No livro, o neurocientista e psicólogo norte-americano explora como lidamos com a voz interna que nos critica, aflige e sabota.

Com base em pesquisas científicas em Psicologia, o especialista apresenta maneiras de transformar diálogos internos prejudiciais em conversas que favoreçam a calma, foco e bem-estar mental.

O livro combina Ciência com estratégias acessíveis para reduzir ruminações, ansiedade e autocrítica, e propõe técnicas práticas de atenção e regulação emocional.

No Brasil, a obra foi publicada em 2021 pela Editora Sextante, com tradução de Claudio Carina.

 

10. A coragem de ser imperfeito, de Brené Brown

Na obra, Brown, que é pesquisadora do comportamento humano, convida o leitor a abraçar vulnerabilidade, imperfeição e autenticidade como caminhos para uma vida mais plena. Ao invés de buscar perfeição, ela propõe cultivar coragem, compaixão e conexão.

Em sua pesquisa sobre vulnerabilidade, a autora afirma que fazemos uso de um verdadeiro arsenal contra a vergonha de nos expor e a sensação de não sermos bons o bastante. Por outro lado, existem estratégias eficazes para serem usadas nesse “desarmamento”.

O livro oferece relatos, estudos e sugestões práticas para superar a vergonha, cultivar resiliência emocional e fortalecer relações.

No Brasil foi publicado em 2016 pela Editora Sextante, com tradução de Joel Macedo.

 

Gostou das sugestões? Compartilhe! E que 2026 seja um excelente ano para a sua saúde mental!

 

Com informações de: Terra (1) e (2), Revista Ampla, Revista Gama, Janeiro Branco, Gov.br, Conexão Saúde

Fotos: Pexels

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