Gênio Criador

Tem crianças em casa? Aproveite estas dicas de brincadeiras

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Por Danilo Moreira 

O Gênio Criador destaca que o brincar deve ser incentivado com os pequenos, pois além de fazer bem à saúde, é uma importante fonte estimuladora do potencial criativo, pois, proporciona momentos inesquecíveis de convivência e experiências. Pensando nisso, separamos algumas brincadeiras publicadas no portal da Revista Nova Escola e na Folha de S. Paulo – e boa parte delas certamente faz parte da memória de muitos adultos. Com estas dicas você poderá transmitir esses momentos especiais e lúdicos para as crianças que tiver em sua casa, na família ou vizinhança, oferecendo grandes benefícios ao desenvolvimento infantil.

Cinco Marias

Para brincar, você precisa de cinco peças, que podem ser confeccionadas com tecidos em forma de saquinhos com areia, feijão ou arroz, ou pedrinhas pequenas. Na primeira fase, as cinco são lançadas ao chão de uma só vez. Um participante escolhe uma delas e a joga para o alto e enquanto isto, com a mesma mão, pega uma das outras quatro Marias que ficaram no chão e tenta recuperar a que foi arremessada para cima sem deixá-la cair. Se conseguir, lança uma novamente e enquanto a peça está no ar, o jogador tenta pegar duas Marias do chão, e segue desta forma até conseguir pegar as quatro Marias do solo.

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Na quinta etapa, todas as marias são colocadas de volta ao chão. Neste momento, o jogador deve fazer uma ponte com a mão esquerda apoiada no solo com as pontas do dedo polegar e o indicador. Então, uma peça é jogada para cima, e com a mesma mão passe uma de cada vez por baixo da ponte e recolhe a que está no ar sozinha. Quem errar, ou seja, deixá-la cair ou não conseguir passar as outras marias que estão no chão, perde a vez para o próximo e retorna da peça em que parou.

Corre Cutia

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Os participantes devem sentar-se no chão e formar um círculo. Em seguida, um dos membros passa a correr do lado de fora da roda com um lenço ou uma bola na mão, cantando a letra abaixo:

Corre cutia
De noite e de dia
Comendo farinha
Na casa da tia
Corre cipó
Na casa da avó
Lencinho na mão
Caiu no chão
Moça (o) bonita (o) do meu coração

Criança: Posso jogar?
Roda: Pode!
Criança: Ninguém vai olhar?
Roda: Não!

É um, é dois e é três!

Após a cantoria, os que estão no chão abaixam a cabeça e tapam os olhos com as mãos. Quem está correndo deixa cair o lenço ou bola atrás de um dos que estão sentados. Este deve pegar o lenço e correr atrás de quem o deixou. O lugar vazio da roda é o pique e caso o primeiro participante consiga sentar neste lugar, quem está com o objeto na mão recomeça a brincadeira. Se for pego, fica fora da roda e tem que pagar uma prenda, definida pelo grupo.

Rio Vermelho

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A atividade requer um espaço adequado como um quintal com tamanho médio ou uma quadra. A brincadeira funciona assim: um participante é escolhido para ser o pegador e vai para o meio da quadra. Os demais ficam reunidos em um dos lados e dizem “Queremos atravessar o rio vermelho”. O pegador então responde “Só se tiverem a minha cor”. O grupo pergunta qual a cor, o pegador escolhe uma e responde qual a cor escolhida. Quem estiver usando esta cor em algum detalhe da roupa ou do calçado pode atravessar o rio vermelho. Os demais precisarão escapar do pegador para chegarem ao outro lado. O primeiro a ser pego se torna o pegador. A brincadeira acaba quando todos são pegos ou conseguiram alcançar o outro lado do rio.

Fui ao mercado

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Brincadeira que estimula as crianças a usarem a criatividade para fazer rimas. Os participantes fazem uns nos outros o gesto de uma formiguinha andando no corpo delas enquanto cantam a seguinte canção.

Fui ao mercado comprar. 
(uma criança da roda diz o nome de um produto; café, por exemplo)
Veio a formiguinha e picou o meu/a minha. 
(outra criança da roda fala o nome de alguma parte do corpo que rima com o produto comprado: por exemplo, pé rima com café)
E eu sacudi, sacudi, sacudi. 
(todos sacodem a parte do corpo mencionada)
Mas a formiguinha não parava de subir.

Uma de cada vez, todas as crianças participam buscando rimas para completar a canção como, por exemplo batata roxa/coxa; coelho/joelho; olho/repolho; etc.

Coelho, sai da toca!

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Duas crianças formam uma toca juntando as mãos no ar, fazendo uma espécie de telhado. Outra criança interpreta o coelho e fica agachada entre elas, embaixo dos braços que formam a casinha. Outras crianças se dividem entre duplas que fazem mais tocas e “coelhos” também ficarão embaixo delas. Uma das crianças fica em pé entre as casinhas e deve gritar “Coelho, sai da toca!”. Os coelhos então saem das tocas que estavam e vão para outras que acharem vazias. Quem ficou sem casa vai para o centro do espaço da brincadeira, repete o grito e, desta forma, reinicia o jogo.

A criança também pode gritar “Toca troca de lugar”, e as outras que fazem as tocas é que precisam trocar de coelho, enquanto quem está no centro da roda se infiltra entre quem forma a toca. Em alguns lugares a casinha é formada por um círculo desenhado com giz no chão ou por um aro ou bambolê, mas nestes casos, não há a possibilidade de a toca mudar de lugar.

Mais do que diversão, as brincadeiras estimulam o potencial criativo das crianças e a versatilidade de comportamentos. Além disso, auxiliam os pequenos no aprendizado de valores importantes como a solidariedade, a cooperação, o trabalho em equipe e outras competências implicadas na ação criativa. Hoje sabe-se que os jogos e as brincadeiras são muito mais que meros passatempos da infância. Por meio deles, a criança absorve diversos conhecimentos sobre o mundo e desenvolve competências e habilidades essenciais para o seu futuro.

Fontes: Revista Nova Escola, Folha de S. Paulo
Fotos: Revista Nova Escola/Divulgação



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